quinta-feira, 31 de maio de 2012

Atividade Diagnóstica – Sociologia – 2° Ano do Ensino Médio – 2° Bimestre


Atividade Diagnóstica – Sociologia – 2° Ano do Ensino Médio – 2° Bimestre

Professor Estevão Armada

Tema: A noção de cultura e a ideia de cultura de massa/Consumo versus consumismo

Objetivos: incentivar o contato do aluno com produção artística; desenvolver capacidade de análise crítica; desenvolver leitura e interpretação de esfera midiática.

Critérios de avaliação do aluno: adequação aos objetivos da atividade; capacidade analítica do aluno e de observação da sociedade; desenvolver habilidades de leitura.

Orientações: a atividade deverá ser feita em dupla, ou individualmente, com entrega na data de 15/06.
Procedimentos:

1)      Assistir programa televisivo e realizar comentário da experiência.

2)      Análise crítica de propaganda.

3)      Compartilhar atividade com colegas e professor.

Programas televisivos:
Sr. Brasil: Quinta, às 22h /Domingo, às 10:15
Viola minha viola: Sábado, às 20h / domingo, às 9h

 1°Parte: Observação de programa televisivo

1.      Identificação do programa (artistas e dinâmica do programa).

2.      Qual sua impressão? Gostou ou não? Explique.

3.      Compare com outro programa da televisão, procurando considerar conteúdo discutido em sala de aula.

 2° Parte: Análise crítica de propaganda.

1. Escolher dois produtos que aparecem em propagandas nos meios de comunicação As propagandas podem ser impressas em revistas ou jornais, da internet, ser parte de catálogos ou ser anotadas da televisão. A propaganda deve sempre conter texto e imagem do produto.

2. Fazer a análise do respectivo material de propaganda.Esta análise deve ser dividida em dois tipos: do texto e da imagem do produto.
a) Como o produto é mostrado em texto e imagem?
b) a propaganda fala das qualidades reais do produto ou vende algo que não está ligado diretamente a ele? Explique.

Texto de apoio – 2° Ano- “Consumidor” ou “consumido”? - 2° Bimestre


Texto de apoio 2° Bimestre – 2° Ano - Professor: Estevão Armada

Tema: A noção de cultura e a ideia de cultura de massa/Consumo versus consumismo

“Consumidor” ou “consumido”? 

            Nas últimas aulas discutimos a noção do conceito de cultura para a sociologia e pudemos perceber sua importância, já que a partir da perspectiva sociológica, foi possível entender que a cultura significa tudo àquilo que o homem faz e pensa. Durante muito tempo foi comum identificar a existência de dois tipos de cultura no interior das sociedades: a cultura popular (a cultura do povo, expressão da população) e a cultura erudita (cultura de elite, destinada apenas a uma parcela da sociedade). Nos últimos anos conseguimos perceber que essa diferença não é possível de existir, pois a cultura se refere a todo ser humano, o que nos diferencia á maneira de nos inserirmos nessa cultura.

Outra ideia relacionada ao conceito de cultura é a “cultura de massa”. Você já ouviu essas palavras? Sabe o seu significado? O fenômeno da “cultura de massa” esta associado ao consumo, que se relaciona ao desenvolvimento da economia capitalista. A industrialização e o avanço tecnológico geraram uma produção em larga escala de mercadorias que precisavam ser comercializadas. Para isso acontecer houve o desenvolvimento da propaganda, o surgimento das “marcas” e a criação de espaços destinados ao consumo (supermercados) que ocasionaram no surgimento da sociedade de consumo de massa, na Europa e EUA, que se estendeu ao mundo todo.

Acontece que a generalização do consumo acabou gerando problemas a sociedade, pois a busca pela satisfação desenfreada de mercadorias não é acompanhada de uma compreensão racional da vida social. Nossa você deve estar se perguntando como assim, a compra de alimentos e roupas não é algo importante para nós?

O problema é que o desenvolvimento tecnológico e industrial acompanhado do surgimento de grandes conglomerados e de empresas capitalistas acabou trazendo modificações na esfera cultural. Alguns sociólogos identificaram que esse cenário provocou uma “produção cultural” que tinha o objetivo de ampliar a comercialização de mercadorias. Esses sociólogos identificaram o fenômeno da indústria cultural, que tinha o fim de vender e fidelizar os indivíduos, nesse sentido o consumidor transformou se em objeto da indústria cultural, um alvo a ser perseguido, seduzido. Os produtos culturais deveriam atender as necessidades do mercado.

Surge aí o elemento central da indústria cultural, a propaganda, já que é ela que alcança o consumidor e apresenta os valores do consumo, de uma maneira que camufla e esconde as suas verdadeiras intenções. Nunca aconteceu com você de comprar ou desejar muito um produto e depois perceber que nem precisava tanto daquilo? Pois é, isso é resultado da influência da propaganda sobre nós!

Agora, depois de ter contatos com essa compreensão sociológica do consumo e das propagandas, que tal pensar um pouco mais antes de comprar as últimas mercadorias da moda?

 Referências:
FARONI, Alexandre e CARVALHO, Débora Cristina. Sociologia. São Paulo: Edições SM, 2010.
São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do professor: Sociologia, ensino médio - 2a série, volume 2.  São Paulo: SEE, 2009.
3°F – 2° Bimestre

Seminários: Movimentos Sociais

Objetivo do seminário: Desenvolver conteúdo sociológico a respeito da cidadania contemporânea; analisar formas de participação política na sociedade; desenvolver a prática investigativa de temas sociológicos; trabalhar com leitura e interpretação textual; potencializar a expressão verbal e oral dos alunos.  

Datas de apresentação: 15 e 22 de junho (15/06 e 22/06).

15/06: operário, sindical, rural e feminista.

22/06: popular urbano, negro, glbt e ambientalista.

 Datas de orientação docente:

01/06: operário, sindical, rural e feminista.

15/06: popular urbano, negro, glbt e ambientalista.

 Critérios de avaliação: organização dos grupos; clareza na exposição; conteúdo sociológico; capacidade analítica; relatório.

 Roteiro para exposição dos grupos

  • Tempo de exposição: 8 minutos
  • Tempo de réplica: 2 minutos
  • Apresentar aspectos centrais dos movimentos sociais. 

Questões do relatório a ser entregue:

1) Identificação geral do movimento

2) Contexto histórico e social de surgimento do movimento

3) objetivos do movimento

4) Avaliação do movimento através da perspectiva da cidadania

5) situação atual do movimento

6) qual a contribuição do seminário para o grupo

Citar as fontes de consulta: sites, livros, revistas.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Atividade Diagnóstica - 2° Ano

Atividade Diagnóstica – 2° Ano do Ensino Médio – 1° Bimestre
Professor Estevão Armada

Tema: Investigação sobre as trajetórias familiares.
Objetivos: conhecer a origem dos familiares ou pessoas próximas; perceber as trajetórias familiares; perceber a influência da diversidade social no âmbito familiar; identificar motivos dos deslocamentos; avaliar a questão da migração como elemento formador da diversidade; apresentar um recurso de pesquisa social aos alunos.
Critérios de avaliação do aluno: adequação aos objetivos da atividade; comprometimento; capacidade analítica do aluno
Orientações: a atividade deverá ser feita em dupla, ou individualmente, com entrega na data de 30/03.
Procedimentos:
1)      Realização de entrevista com familiares. 2)      Análise dos dados obtidos. 3)      Compartilhamento do resultado final da atividade. 

1°Parte: Questões da entrevista

1.      Identificação do entrevistado (nome, idade, sexo).
2.      Qual seu local de nascimento.
3.      Quais os locais por onde passou?
4.      Você sabia alguma coisa sobre a cidade, Estado ou país de destino?
5.      Você consegue lembrar alguma sensação de quando se mudou para um lugar novo? Descreva.
6.      Quais foram os motivos de deslocamento/mudança?
7.      Há quanto tempo permanece no último lugar de fixação?
8.      Tem vontade de retornar ao lugar de origem? Por quê? 

2° Parte: Análise 

A partir das respostas da entrevista, responda as seguintes perguntas: 

1)      Identifique a condição do seu entrevistado: emigrante, imigrante ou migrante.
2)      A partir da aula 02 (“O estrangeiro”), tente relacionar a respostas do entrevistado com as ideias de Georg Simmel.
3)      Lembrando-se das discussões sobre a diversidade social, comente a possível relação do deslocamento do seu entrevistado com a formação da diversidade.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Texto de apoio - Aula 02 - 3° ano do Ensino Médio

Texto de apoio – Disciplina de Sociologia – 3° Ano - Professor: Estevão Armada
Tema: A conquista dos direitos civis, políticos, sociais e humanos no Brasil


A construção da cidadania brasileira: novidade e problemas 

            Depois de discutirmos a perspectiva sociológica sobre o conceito de cidadania, e entendermos um pouco a origem da nossa forma de pensar a cidadania, vamos investigar um pouco o processo de construção da cidadania brasileira.
            Para pensarmos a questão dos direitos e da cidadania no Brasil temos de considerar a história de nossa população e as características das relações sociais e políticas que ocorreram por aqui. 
            No nosso país, historicamente os direitos relacionados a cidadania sofreram uma inversão na ordem de existência, sendo que primeiramente tivemos os direitos sociais, em 1930, e depois os políticos e por fim os civis. Se pararmos para comparar com outros países, o Brasil teve uma seqüência estranha de conquista dos direitos do cidadão. Mas porque será que isso aconteceu?
            Inicialmente podemos explicar essa situação em virtude do passado colonial, que continuou muito presente em nossa sociedade, sendo que temos elementos desse período existentes até os dias de hoje. Na condição colonial, tínhamos uma sociedade escravocrata que não reconhecia os direitos individuais. Outro período histórico importante foi a ditadura que extinguiu os direitos civis e políticos, para manter uma situação de controle sobre a sociedade por parte dos militares.
            Por outro lado, os direitos sociais, ou seja, a questão social sempre foi considerada caso de polícia, caso houvesse muita pressão social com intenção de exigir melhores condições de vida.
            Dessa forma, o momento em que podemos afirmar a existência da cidadania no Brasil foi em 1988, com a promulgação da constituição de 1988, que passou a ser conhecida como “constituição cidadã”. Ela ganhou esse nome, pois foi o primeiro documento legal que garantia os direitos do cidadão. Percebem como o processo de constituição da cidadania no Brasil é algo novo e recente em nossa história. Assim, é importante considerarmos que hoje em dia estamos contribuindo para efetivar a cidadania no país, ou seja, somos sujeitos históricos que podemos efetuar ações de muita importância para as próximas gerações.  

E aí? O que você anda fazendo para contribuir com a construção da cidadania? Pense nisso.

Referências:
TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2010.
Sociologia: ensino médio / Coordenação Amaury César Moraes. - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010.  (Coleção Explorando o Ensino; v. 15).
São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do professor: sociologia, ensino médio - 3a série, volume 1.  São Paulo: SEE, 2009.




Texto Aula 02 - 2° ano Ensino Médio

Texto de apoio – Disciplina de Sociologia – 2° Ano - Professor: Estevão Armada
Tema: O estrangeiro do ponto de vista sociológico

 A condição do estrangeiro

            Nas primeiras aulas do bimestre nós estudamos a questão da diversidade social, e pudemos notar que ela é extremamente complexa, pois surge de uma variedade imensa de relações entre diversos grupos sociais. A sociologia nos ajudou a perceber que a imensa diversidade social brasileira se origina a partir da colonização portuguesa, da vinda dos negros africanos e com as correntes imigratórias. Diante de tudo isso, vocês já pararam para pensar que todos nós somos descendentes de estrangeiros? Mesmo que você tenha algum antepassado indígena, dificilmente sua descendência é apenas dos índios, pois a influencia dos grupos sociais que vieram de fora do nosso território é muito grande. Nesse sentido, a sociologia pode nos auxiliar mais uma vez a compreender a situação do estrangeiro. Para isso vamos aproveitar as idéias de Georg Simmel, um sociólogo alemão, que analisou a figura do estrangeiro.

            Para Simmel, o estrangeiro é aquele que chega hoje e fica por aqui, não aquele que chega hoje e parte no dia seguinte. O estrangeiro se fixa num grupo espacial particular, mas sua posição é marcada pelo fato de não ter pertencido aquele grupo desde o começo. Daí, ser estrangeiro significa ter uma forma específica de interação, de proximidade, já que ele passa a fazer parte de um novo grupo quando se desloca, e ao mesmo tempo de distancia, pois não pode se integrar totalmente no grupo social do lugar aonde chegou.

            O estrangeiro também possui outras características como a de não sofrer as influências do grupo a que se inseriu após se deslocamento, daí possui certa “objetividade”. Ainda existem outras questões de dificuldade para os estrangeiros, pois em algumas situações eles não são concebidos como indivíduos, mas como estranhos. Em determinadas situações o distanciamento frente aos estrangeiros é de tal maneira que eles passam a ocupar uma posição de bastante desprivilegio na sociedade.

Assim, a partir das idéias de Simmel, é possível perceber que a situação do estrangeiro é carregada de uma tensão, que ocorre devido a essa condição de ser e não ser do grupo. Nesse sentido, todos nós carregamos essa tensão, já que no começo do texto pudemos refletir que possuímos uma forte influência dos imigrantes na nossa identidade.

Referências:
São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do professor: sociologia, ensino médio - 2a série, volume 1.  São Paulo: SEE, 2009.
SIMMEL, Georg. Sociologia: coleção grandes cientistas sociais. Evaristo de Moraes Filho (org.). São Paulo, Ática, 1983.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Links de Vídeos sobre Pinheirinho

Pessoal

Seguem os vídeos apresentados em sala de aula para problematizar nossa discussão sobre cidadania:

Depoimento do defensor público Jairo Salvador

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/defensor-publico-desmonta-versao-oficial-sobre-pinheirinho



Vídeo produzido pelo "coletivo de comunicadores populares"

http://www.youtube.com/watch? v=NBjjtc9BXXY

Abraços

Professor Estevão Armada

Textos para atividade do 3° Ano do Ensino Médio - Tema: Cidadania: O Caso de Pinheirinho

Texto 01: Operação Pinheirinho - EDITORIAL FOLHA DE SP (FOLHA DE SP - 26/01/12)


Reintegração de posse expõe manipulação política por militantes de esquerda e omissão do poder público no amparo às famílias retiradas.

A reintegração de posse da gleba do Pinheirinho, em área de galpões industriais no extremo sul de São José dos Campos (SP), contemplou variados interesses pecuniários e políticos -mas não os da população desalojada com bombas, cassetetes e balas de borracha.

Importante polo industrial e tecnológico a 97 km de São Paulo, São José tem 637 mil habitantes e incidência de pobreza equivalente à metade da média do Estado. Nesse oásis de prosperidade estão destacados centros de pesquisa e empresas de alta tecnologia nos setores de defesa, aeroespacial, eletroeletrônico e químico.

O terreno de 1,3 milhão de metros quadrados pertencia ao grupo Selecta, do empresário Naji Nahas, que foi à falência em 2004. No mesmo ano, a área começou a ser irregularmente ocupada.

A retomada e a venda da propriedade avaliada em R$ 180 milhões poderão auxiliar na quitação de muitas dívidas. Entre elas, um débito de R$ 16 milhões com a prefeitura local, nas mãos de Eduardo Cury, correligionário do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

À frente da ocupação -uma favela com cerca de 6.000 pessoas- encontravam-se militantes esquerdistas vinculados a organizações sindicais e ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, o PSTU.

Não há dúvida de que esses líderes desejavam o confronto. Não interessam ao PSTU soluções reais para as carências habitacionais dos pobres. O objetivo, ao contrário, é fomentar conflitos. Em sua alucinação ideológica, isso evidenciaria a suposta impossibilidade de resolvê-las no quadro da democracia.

Poucos dias antes da operação, um desses líderes, Valdir Martins, ex-candidato a vereador pelo PSTU, revelou a disposição de levar inocentes a um enfrentamento que poderia resultar em mortes: "Ou a ordem de desocupação é suspensa, ou vamos assistir a um banho de sangue", declarou, ao mesmo tempo em que se anunciava a organização de uma milícia brancaleônica para resistir à polícia.

Martins contava, tudo indica, com abusos da autoridade pública por policiais militares despreparados. Sob governos estaduais dos mais diversos matizes, a PM parece sempre pronta a patrocinar espetáculos de truculência.

Felizmente não se verificou o propalado massacre, embora haja registro de excessos no cumprimento da determinação judicial, que precisam ser investigados. Entre eles, um ferimento por arma de fogo e ao menos um espancamento por guardas municipais -corporação ainda menos preparada para esse tipo de confronto.

Outro aspecto lamentável foi a inexistência de medidas eficazes para aplacar o drama das famílias. São elas as grandes vítimas da persistente precariedade habitacional, num país que cresce a olhos vistos, mas é incapaz de eliminar essas terríveis desigualdades.
Fonte: http://avaranda.blogspot.com/2012/01/operacao-pinheirinho-editorial-folha-de.html (Blog Perca tempo)


Texto 02: Pinheirinho, a estratégia da tensão – Autor: Elio Gaspari - Jornal Folha de São Paulo

O conflito podia ter sido evitado, pois em 4 áreas (sem PSTU) houve negociação e todo mundo ganhou

Num conflito sempre há alguém que joga com a carta da tensão. Ele ganha quando ocorrem choques, prisões, feridos e incêndios. Na operação militar que desalojou 1.600 famílias da área ocupada do Pinheirinho, em São José dos Campos, ganhou quem jogou na tensão. Conseguiram mobilizar 1,8 mil PMs, numa operação que resultou em dois dias de choques, no desabrigo de 2.000 pessoas, dez veículos destruídos, quatro propriedades incendiadas e 34 presos.

A gleba foi invadida em 2004 e está avaliada R$ 180 milhões. É o caso de se perguntar o que poderia ter sido feito ao longo de sete anos para evitar que o maior beneficiado pelo espetáculo fosse a massa falida de uma empresa do financista Naji Nahas, que deve R$ 17 milhões à prefeitura.

Intitulando-se líder dos moradores, está no elenco Valdir Martins, o "Marron", candidato a deputado estadual pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, o PSTU, residente em Vila Interlagos e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos local, como representante dos trabalhadores de uma empresa que não existe mais.

Pelo lado do poder público, o elenco inclui o governador Geraldo Alckmin em cujo primeiro governo ocorreu a invasão e o prefeito Eduardo Cury, que está no cargo desde 2005. Ambos são do PSDB.

Em 2008, o advogado André Albuquerque, fundador da empresa paranaense Terra Nova, especializada em regularização fundiária, foi convidado para estudar o caso do Pinheirinho. Ele resolveu 18 litígios, legalizando lotes de 10 mil famílias, das quais 2.000 já têm escritura.

Sua metodologia é simples. A Terra Nova negocia um valor aceitável com o proprietário da gleba e os moradores, vai ao juiz que está com processo de reintegração da posse e homologa o acordo.

Retirado o obstáculo que impede obras de infraestrutura na área, a empresa apresenta um projeto de urbanização à prefeitura. O proprietário recebe seu dinheiro num prazo que vai de cinco a dez anos, e os moradores pagam prestações mensais que, na média, custam R$ 200.

No Pinheirinho, o lote poderia valer entre R$ 3.000 e R$ 6.000, com prestações de R$ 60 a R$ 100 por dez anos. Jamais um dono de lote perdeu a casa por falta de pagamento.

"Marron" ouviu a proposta e informou que seu movimento não aceita negociar indenização, muito menos pagamento. O outro caminho seria o da desapropriação, pelo Ministério das Cidades, mera promessa da Viúva federal. Nada feito. Uma reunião posterior foi boicotada pelos representantes dos moradores. Há poucas semanas, diante da ameaça de uso da força policial, apareceu uma milícia de fancaria, com escudos de latão e perneiras de PVC. Deu no que deu.

Deu no que deu porque os organizadores do PSTU, o governo de São Paulo e a Prefeitura de São José aceitaram a estratégia da tensão. O governo da doutora Dilma achou que o caso podia esperar e, depois do conflito, fantasiou-se de São Jorge para matar o dragão que já havia devorado a princesa.

Desde 2008, enquanto o caldeirão do Pinheirinho ficava em fogo brando, a Terra Nova de André Albuquerque resolveu quatro litígios fundiários urbanos. Três em São Paulo (Casa Branca, Jardim Conquista e 1º de Maio) e um no Paraná (Vila Nova, em Matinhos). Segundo ele, mais de 1.500 famílias foram beneficiadas, sem polícia.

Fonte: http://sergyovitro.blogspot.com/2012/01/elio-gaspari-pinheirinho-estrategia-da.html


Texto 03: Justiça suspende reintegração de posse de favela do interior de SP – Jornal Folha de São Paulo - 17/01/2012

Uma liminar da Justiça Federal expedida na madrugada desta terça-feira (17) suspendeu temporariamente a reintegração de posse da favela conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP).

A invasão, que existe desde 2004 e reúne cerca de 6.000 pessoas, fica em uma área que pertencia à massa falida do grupo Selecta, do investidor Naji Nahas, e tem dívidas de R$ 15 milhões com a prefeitura -- por isso, a área teve a ordem de reintegração de posse decretada pela Justiça. Ao longo dos últimos dias, moradores têm protestado e chegaram a interditar completamente a rodovia Presidente Dutra. No fim da noite de ontem (16), um ônibus foi incendiado. Segundo a Polícia Militar, o veículo estava vazio quando foi incendiado. A PM não confirma se o ônibus foi incendiado pelas famílias que ocupam o terreno.

Durante a madrugada desta terça-feira, policiais militares estiveram no local para cumprir a reintegração, mas foram embora após a concessão da liminar. Na última semana, os moradores da favela Pinheirinho se posicionaram com escudos, coletes, caneleiras, capacetes, porretes e lanças, prontos para confronto com a polícia.

Como defesa, eles improvisaram escudos com restos de tambores; os coletes, de compensado; as caneleiras, tubos de PVC. Entre os vários capacetes há até os cor de rosa. Na iminência da reintegração, os líderes montaram um "batalhão anti-choque". A ideia é se defender de bombas de gás e balas de borracha usadas pela PM em confrontos em situações de confronto. Também há barricadas -de pneus, sofás e madeiras- entre as cerca de 2.000 casas.

Como no filme italiano "O Incrível Exército de Brancaleone" (1966) - grupo de soldados maltrapilhos que se arma para defender suas terras-, tudo é improviso. "Não estamos fazendo armas para ferir ninguém, só queremos defender nossas casas", diz Sergio Pires, 41, líder do grupo. O clima tenso se espalhou pela cidade. A prefeitura diz que, por ser decisão judicial em área privada, não pode interferir. Já a PM disse só a Promotoria fala sobre a reintegração.No Pinheirinho, entre 40 marmanjos, uma mulher com porrete esconde o rosto.

"É um exército de pedreiros, metalúrgicos, ajudantes. Pessoas que acordam às 5h para trabalhar e voltam para casa", diz o "chefe" da tropa, um vigilante de 35 anos que não quis dar o nome.

Texto 04: Mentiras sobre Pinheirinho – Autor: Aloysio Nunes (Folha de S.Paulo)

Em face da reintegração judicial de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, o PT montou uma fábrica de mentiras para divulgar nas próximas campanhas eleitorais. Em respeito aos leitores da Folha, eis as mentiras, seguidas da verdade:

Mentira 1: “O governo federal fez todos os esforços para buscar uma solução pacífica”.Verdade: Desde 2004, a União nunca se manifestou no processo como parte nem solicitou o deslocamento dos autos para a Justiça Federal. Em 13 de janeiro de 2012, oito anos após a invasão, quando a reintegração já era certa, o Ministério das Cidades -logo o das Cidades, do combalido ministro Mário Negromonte- entregou às pressas à Justiça um “protocolo de intenções”. Sem assinatura, sem dinheiro, sem cronograma para reassentar famílias nem indicação de áreas, o documento, segundo a Justiça, “não dizia nada”, era uma “intenção política vaga.”

Mentira 2: “Derramou-se sangue, foi um massacre, uma barbárie, uma praça de guerra. Até crianças morreram. Esconderam cadáveres”. Verdade: Não houve, felizmente, nenhuma morte, assim como nas 164 reintegrações feitas pela Polícia Militar em 2011. O massacre não existiu, mas o governo do PT divulgou industrialmente a calúnia. A mentira ganhou corpo quando a “Agência Brasil”, empresa federal, paga com dinheiro do contribuinte, publicou entrevista de um advogado dos invasores dando a entender que seria o porta-voz da OAB, entidade que o desautorizou. A mentira ganhou o mundo. Presente no local, sem explicar se na condição de ativista ou de servidor público, Paulo Maldos, militante petista instalado numa sinecura chamada Secretaria Nacional de Articulação Social, disse ter sido atingido por uma bala de borracha. Não fez BO nem autorizou exame de corpo de delito. Hoje, posa como ex-combatente de uma guerra que não aconteceu.

Mentira 3: “Não houve estrutura para abrigar as famílias”.Verdade: A operação foi planejada por mais de quatro meses, a pedido da juíza. Participaram PM, membros do Conselho Tutelar, do Ministério Público, da OAB e dos bombeiros. O objetivo era garantir a integridade das pessoas e minimizar os danos. A prefeitura mobilizou mais de 600 servidores e montou oito abrigos. Os abrigos foram diariamente sabotados pelos autodenominados líderes dos sem-teto, que cortavam a água e depredavam os banheiros.

Mentira 4: “Nada foi feito em São Paulo para dar moradia aos desabrigados”.Verdade: O governo do Estado anunciou mais 5.000 moradias populares em São José dos Campos, as quais se somarão às 2.500 construídas nos últimos anos. Também foi oferecido aluguel social de R$ 500 até que os lares definitivos fiquem prontos. Nenhuma família será deixada para trás.

Entre verdades e mentiras, é certa uma profunda diferença entre PT e PSDB no enfrentamento do drama da moradia para famílias de baixa renda. O Minha Casa, Minha Vida só vai sair do papel em São Paulo graças ao complemento de R$ 20 mil por unidade oferecido pelo governador Geraldo Alckmin às famílias de baixa renda. Sem a ajuda de São Paulo, o governo federal levaria 22 anos para atingir sua meta.O PT flerta com grupelhos que apostam em invasões e que torcem para que a violência leve os miseráveis da terra ao paraíso. Nós, do PSDB, construímos casas. Respeitar sentença judicial é preservar o Estado de Direito. É vital que esse princípio seja defendido pelas mais altas autoridades. Inclusive pela presidente, que cometeu a ligeireza de, sem maior exame, classificar de barbárie o cumprimento de uma ordem judicial cercado de todas as cautelas que a dramaticidade da situação exigia.

ALOYSIO NUNES FERREIRA é senador por São Paulo (PSDB). Fonte: http://www.aloysionunes.com/imprensa/as-mentiras-do-pt-sobre-pinheirinho/



Texto 05: Ainda o Pinheirinho Autor: JOSÉ OSÓRIO DE AZEVEDO JR. Folha SÃO Paulo.

Os fatos são conhecidos: uma decisão judicial de reintegração de posse sobre uma favela. A ocupação começou em 2004, por pessoas necessitadas de moradia.Segundo a Folha, a proprietária obteve reintegração liminar em 2004. Durante um imbróglio processual, os ocupantes permaneceram. Em 2011, uma nova decisão ordena a reintegração. Foi essa a ordem que o Poder Executivo cumpriu no dia 22 de janeiro, com aparato policial, caminhões e máquinas pesadas. A ordem era, porém, inexequível, pois, em sete anos, a situação concreta do imóvel e sua qualificação jurídica mudaram radicalmente. O que era um imóvel rural se tornou um bairro urbano. Foi estabelecida uma favela com vida estável, no seu desconforto. Dir-se-á que a execução da medida mostra que a ordem era exequível. Na verdade, não houve mortes porque ali estava uma população pacífica, pobre e indefesa.

Ninguém duvida da exequibilidade física da ordem judicial, pois todos sabem que soldados e tratores têm força física suficiente para "limpar" qualquer terreno.O grande e imperdoável erro do Judiciário e do Executivo foi prestigiar um direito menor do que aqueles que foram atropelados no cumprimento da ordem.Os direitos dos credores da massa falida proprietária são meros direitos patrimoniais. Eles têm fundamento em uma lei também menor, uma lei ordinária, cuja aplicação não pode contrariar preceitos expressos na Constituição.O principal deles está inscrito logo no art. 1º, III, que indica a dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos da República. Esse valor permeia toda a ordem jurídica e obriga a todos os cidadãos, inclusive os chefes de Poderes.As imagens mostram a agressão violenta à dignidade daquelas pessoas. Outro princípio constitucional foi afrontado: o da função social da propriedade. É verdade que a Constituição garante o direito de propriedade. Mas toda vez que o faz, estabelece a restrição: a propriedade deve cumprir sua função social.

Pois bem, a área em questão ficou ociosa por 14 anos, sem cumprir função social alguma. O princípio constitucional da função social da propriedade também obriga não só aos particulares, mas também a todos os Poderes e os seus dirigentes.O próprio Tribunal de Justiça de São Paulo já consagrou esse princípio inúmeras vezes, inclusive em caso semelhante, em uma tentativa de recuperação da posse de uma favela. O tribunal considerou que a retomada física do imóvel favelado é inviável, pois implica uma operação cirúrgica, sem anestesia, incompatível com a natureza da ordem jurídica, que é inseparável da ordem social. Por isso, impediu a retomada. O proprietário não teve êxito no STJ (recurso especial 75.659-SP).

Tudo isso é dito porque o cidadão comum e o estudante de direito precisam saber que o direito brasileiro não é monolítico. Não é só isso que esse lamentável episódio mostrou. Julgamento e execução foram contrários ao rumo da legislação, dos julgados e da ciência do direito.Será verdade que uma decisão tem de ser cumprida sempre? Só é verdade para os casos corriqueiros. Não para os casos gravíssimos que vão atingir diretamente muitas pessoas indefesas.Estranha-se que o governador tenha usado o conhecido chavão segundo o qual decisão judicial não se discute, cumpre-se. Mesmo em casos menos graves, os chefes de Executivo estão habituados a descumprir decisões judiciais. Nas questões dos precatórios, por exemplo, são milhares de decisões judiciais definitivas não cumpridas.

JOSÉ OSÓRIO DE AZEVEDO JR., 78, é desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo e professor de direito civil desde 1973

Fonte: http://advivo.com.br/blog/luisnassif/pinheirinho-por-jose-osorio-de-avezedo-jr

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Texto de apoio - Aula 01 - 3° Ano do Ensino Médio - Tema: Cidadania


Texto de apoio – Disciplina de Sociologia – 3° Ano - Professor: Estevão Armada

Aula 01: Cidadania: o que é isso?



            Você se considera cidadão? Ou melhor, você exerce sua cidadania? Ambas as perguntas parecem meio bobas, pois em vários momentos de nossa vida escutamos falar sobre isso, e a questão da cidadania parece ser uma coisa bem resolvida por nós não é? Através do auxílio da sociologia vamos examinar a noção de cidadania que temos em mente para avaliar se a questão é tão simples assim.

            A sociologia compreende a cidadania a partir de dois pontos principais, primeiro ela é vista como a participação dos cidadãos na vida social e política, e em segundo lugar a cidadania pode ser medida pelos direitos a que o cidadão possui.

            Ocorre também que a noção de cidadania que nos conhecemos é originada por conta de uma série de transformações no decorrer da história sendo que ela nem sempre teve o mesmo significado. Uma das origens do termo cidadão se encontra na Antiguidade Clássica, utilizada pelos gregos nas cidades estados. Naquele período cidadãos eram apenas aqueles que detinham poder.     A idéia de cidadania que entendemos atualmente se relaciona ao surgimento do Estado Moderno que passa a garantir nossos direitos essenciais como cidadãos.

            A influência principal para a nossa percepção atual de cidadania são os documentos originados na Independência dos EUA (Constituição -1787) e na Revolução Francesa (Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão -1789). EUA e França passavam por acontecimentos tão marcantes que repercutem até os dias de hoje. Naquele momento eram discutidas questões sobre a cidadania através da tentativa de definir direitos aos homens. O desenvolvimento da cidadania moderna se relaciona a conquista de quatro tipos de direitos: os civis (século XVIII); os políticos e sociais (século XIX) e os direitos humanos (Século XX).

            Tanto os EUA, quanto a França estavam sob influência do pensamento liberal e do iluminismo. O primeiro tinha como valores primordiais: o individualismo, a liberdade e propriedade privada. Já a ilustração, ou iluminismo, se baseava na firme convicção da razão como fonte de conhecimento e na busca pela realização humana. É nesse contexto de intensas transformações sociais, políticas, culturais e econômicas que se desenvolvem as idéias e pensamentos que culminaram na idéia de cidadania moderna.         

            Percebem a importância dessa discussão para nós, que hoje em dia vivenciamos inúmeras situações que se ligam aos direitos humanos e ao exercício da cidadania. Através desses conhecimentos devemos pensar melhor na situação atual dos nossos direitos e sobre o exercício de nossa cidadania.  

Referências:

TOMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2010.

Sociologia: ensino médio / Coordenação Amaury César Moraes. - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010.  (Coleção Explorando o Ensino; v. 15).

São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do professor: sociologia, ensino médio - 3a série, volume 1.  São Paulo: SEE, 2009.
  sob influência do pensamento liberal

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Visita coletiva a Escola Nacional Florestan Fernandes

Pessoal, no dia 27 de agosto tive a oportunidade de participar de uma visita coletiva a Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema, São Paulo. Pela escola já passaram mais de 16 mil militantes dos movimentos sociais do campo e da cidade, de todos os Estados do Brasil e de outros países da América Latina e da África para estudar e realizar cursos de formação política.
A visita a escola foi muito boa para conhecer uma experiência educacional diferente. Seguem algumas fotos para vocês. Grande abraço. Professor Estevão Armada.



Quadro exposto na escola


Quadro de divisão de tarefas dos alunos

Monumento a Carlos Marighella


Professor na biblioteca da escola

Atividade das crianças da creche sobre o significado dos símbolos da bandeira do MST (Movimento dos trabalhadores rurais sem terra do Brasil)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Questões da atividade avaliativa dos 2° anos

Atividade avaliativa - SOCIOLOGIA – 2º ANO – 3° Bimestre


Orientações:

1) Data de entrega: 14/09 períodos diurno e noturno!!!!! Vou receber na aula após o feriado, ok!
2) Pode ser feita em dupla ou individual.
3) Consultas no blog: http://www.sociologizandommo.blogspot.com/
4) Email do professor: estevao.armada@yahoo.com.br

Prof.Estevão Armada

Questões

1. Escolha duas músicas apresentadas pelo professor sobre a questão do trabalho e responda:

a) Como é a relação do personagem, ou narrador, das músicas escolhidas com o trabalho?

b) As personagens das músicas trabalham ou são empregados? Explique.

2. Escolha uma música e faça uma análise da situação do tema do trabalho a partir da analise de Karl Marx.

3. Escolha uma música e faça uma análise da situação do tema do trabalho a partir da analise de Émile Durkheim.

4. Comente a seguinte afirmação: “O trabalho é uma atividade humana que nem sempre teve o mesmo significado, a mesma organização e o mesmo valor”.

Sites para escutar as músicas da atividade avaliativa dos 2° Anos

Pessoal, seguem abaixo alguns links para vocês escutarem as músicas escolhidas para a atividade avaliativa do 3° bimestre. Lembrando que a data de entrega é 14/09! Grande abraço. Professor Estevão Armada

Trabalhador (Seu Jorge): http://letras.terra.com.br/seu-jorge/1089734/


Sossego (Tim Maia): http://letras.terra.com.br/tim-maia/69032/

Um dia eu chego lá (Tim Maia): http://www.letras.com.br/tim-maia/um-dia-eu-chego-la

O vendedor de bananas (Jorge Ben): http://letras.terra.com.br/jorge-ben-jor/86086/

Pedro Pedreiro (Chico Buarque): http://www.youtube.com/watch?v=ukyJzG9IePI

Texto 02 - 2° Ano do Ensino médio

Sociologia - 2° Ano do Ensino Médio - Texto 02
Aula 03: “O trabalho na sociedade moderna capitalista”

“Odeio segunda- feira!”: por que isso acontece?

“Odeio segunda- feira!” Essa frase é bem comum de ser dita ao percebermos que o final de semana está acabando, e que logo voltaremos ao trabalho. A sociologia nos ajudou a perceber a nossa dependência em relação ao trabalho, e como ele é algo transformador, ou seja, através do trabalho criamos coisas e satisfazemos nossas necessidades. Mas agora vocês devem estar se perguntando qual é o motivo de uma coisa tão importante para nós ser considerada ruim hoje em dia. Em primeiro lugar é importante dizer que a sociedade moderna vai nos separar dos meios de produção, gerando uma contradição, ou seja, mesmo sendo capazes de satisfazer nossas necessidades através do trabalho, na sociedade moderna, acabamos sendo impossibilitados disso, por conta da complexidade das relações de produção. Lembram do exemplo do pão francês. Ele faz parte de nossa alimentação, contudo existe um processo de produção enorme antes de ele chegar a nossas mesas. A contradição está na não resolução das necessidades humanas mesmo tendo condições de fazê-lo. Outra coisa ruim, é que nossa força de trabalho vira mercadoria, nos tornamos um produto a disposição do mercado. Agora vejamos a interpretação de dois sociólogos sobre esse problema.

Émile Durkheim: Durkheim acreditava em dois tipos de solidariedade entre as pessoas. A primeira delas era a solidariedade mecânica, que existia nas sociedades pré capitalistas, em que os indivíduos se identificavam por laços familiares, religiosos, de tradição e costume. Vivendo nessas condições os indivíduos sofreriam a pressão da consciência coletiva, mas também teriam maior autonomia em relação a divisão do trabalho.

Já no modo de vida em que prevalecia a solidariedade orgânica, típica das sociedades capitalistas, em que havia a divisão do trabalho social, os indivíduos teriam mais dependência em relação aos outros, o que geraria maior união social. Devido a especialização das atividades, os indivíduos teriam mais autonomia, mas acabam tornando- se dependentes, pois um não sabe fazer o que outro faz, e a consciência coletiva se afrouxa.

Karl Marx: Foi um intelectual bastante preocupado com as dificuldades que a Europa apresentava em virtude do desenvolvimento do capitalismo. Para ele a divisão do trabalho acontece por conta do desenvolvimento das sociedades, que para satisfazerem suas necessidades acabam dividindo as atividades. Ocorre que com a mecanização do trabalho (fábricas/máquinas), o trabalhador acabou perdendo sua autonomia. O trabalhador passou a contar apenas com a força de trabalho para vender, sendo que o proprietário das máquinas precisa dessa “mercadoria”, que é a força de trabalho. A divisão do trabalho vai gerar a divisão em classes.

Marx conseguiu identificar a existência da “mais valia”, que é a extração de trabalho não pago feita pelo patrão, excedente que é expropriado do trabalhador, ajudando o capitalismo a se manter como modo de produção. Para Marx, os trabalhadores deveriam tomar consciência dessa situação para mudar a sociedade. Estevão Armada.

Referências: TOMAZI, NELSON. Sociologia para o ensino médio. Saraiva: São Paulo, 2010.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Músicas da atividade avaliativa do 3° bimestre

Pessoal, aqui estão as músicas que seram utilizadas por vocês para a atividade avaliativa. São cinco músicas que postei as letras aqui. Abraços. Estevão Armada


Trabalhador (Seu Jorge)

Está na luta, no corre-corre, no dia-a-dia

Marmita é fria mas se precisa ir trabalhar

Essa rotina em toda firma começa às sete da manhã

Patrão reclama e manda embora quem atrasar

Trabalhador

Trabalhador brasileiro

Dentista, frentista, polícia, bombeiro

Trabalhador brasileiro

Tem gari por aí que é formado engenheiro

Trabalhador brasileiro

Trabalhador

E sem dinheiro vai dar um jeito

Vai pro serviço

É compromisso, vai ter problema se ele faltar

Salário é pouco, não dá pra nada

Desempregado também não dá

E desse jeito a vida segue sem melhorar

Trabalhador

Trabalhador brasileiro

Garçom, garçonete, jurista, pedreiro

Trabalhador brasileiro

Trabalha igual burro e não ganha dinheiro

Trabalhador brasileiro

Trabalhador



Sossego (Tim Maia)

Ora bolas, não me amole

Com esse papo, de emprego

Não está vendo, não estou nessa

O que eu quero?

Sossego, eu quero sossego

(Refrão)

O que eu quero? Sossego (4x)



Ora bolas, não me amole

Com esse papo, de emprego

Não está vendo, não estou nessa

O que eu quero?

Sossego

(Refrão)

O que eu quero? Sossego


O Vendedor De Bananas (Jorge Ben Jor)

Olha a banana

Olha o bananeiro

Eu trago bananas prá vender

Bananas de todas qualidades

Quem vai querer

Olha banana Nanica

Olha banana Maçã

Olha banana Ouro

Olha banana Prata

Olha a banana da Terra

Figo São Tomé

Olha a banana d'Água

Eu sou um menino

Que precisa de dinheiro

Mas prá ganhar de sol a sol

Eu tenho que ser bananeiro

Pois eu gosto muito

De andar sempre na moda

E pro meu amor puro e belo

Eu gosto de contar

As minhas prosas

Olha a banana

Olha o bananeiro

O mundo é bom comigo até demais

Pois vendendo bananas

Eu pretendo ter o meu cartaz

Pois ninguém diz prá mim

Que eu sou um palha no mundo

Ninguém diz prá mim

Vai trabalhar vagabundo

Olha a banana

Olha o bananeiro

Mãe, mãe, mãe

Eu vendo banana mãe

Mãe, mãe

Mãe mas eu sou honrado mãe

Olha a banana

Olha o bananeiro

Um Dia Eu Chego La (Tim Maia)


Trabalho, trabalho...

No fim do mês

Não vejo um tostão...

Não vejo um tostão, baby

Um tostão

O meu ordenado é pouco

desse jeito eu acabo louco, baby

Mas num faz mal

Um dia eu chego lá

Um dia eu chego lá, baby

Chego lá...

Pedro Pedreiro (Chico Buarque)

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem

Manhã parece, carece de esperar também

Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém

Pedro pedreiro fica assim pensando

Assim pensando o tempo passa e a gente vai ficando prá trás

Esperando, esperando, esperando, esperando o sol esperando o trem, esperando aumento desde o ano passado para o mês que vem

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem

Manhã parece, carece de esperar também

Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém

Pedro pedreiro espera o carnaval

E a sorte grande do bilhete pela federal todo mês

Esperando, esperando, esperando, esperando o sol

Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem

Esperando a festa, esperando a sorte

E a mulher de Pedro, esperando um filho prá esperar também

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem

Manhã parece, carece de esperar também

Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém

Pedro pedreiro tá esperando a morte

Ou esperando o dia de voltar pro Norte

Pedro não sabe mas talvez no fundo espere alguma coisa mais linda que o mundo

Maior do que o mar, mas prá que sonhar se dá o desespero de esperar demais

Pedro pedreiro quer voltar atrás, quer ser pedreiro pobre e nada mais, sem ficar

Esperando, esperando, esperando, esperando o sol

Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem

Esperando um filho prá esperar também

Esperando a festa, esperando a sorte, esperando a morte, esperando o Norte

Esperando o dia de esperar ninguém, esperando enfim, nada mais além

Da esperança aflita, bendita, infinita do apito de um trem

Pedro pedreiro pedreiro esperando

Pedro pedreiro pedreiro esperando

Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem

Que já vem...

Que já vem

Que já vem

Que já vem




















segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Texto 2° Ano - Aulas 01 e 02

Sociologia - 2° Ano do Ensino Médio - Texto 01 Temas 3° Bimestre: O conceito de trabalho


Aula 01: “O trabalho” Aula 02: “O trabalho nas diferentes sociedades”

O trabalho: satisfazendo as necessidades humanas.

Desde quando somos crianças, é comum as pessoas nos perguntarem qual a profissão que iremos escolher para trabalhar, e nunca passa pela nossa cabeça a idéia de que não vamos trabalhar em nenhuma atividade. Porque isso acontece? O motivo de não questionarmos a idéia de que teremos de trabalhar um dia é por conta de que o trabalho acaba sendo uma atividade fundamental para a existência humana. Todo tem de comer, vestir e morar, então a escolha de uma profissão é algo obrigatório para nós!

Ocorre que o modo como entendemos o trabalho hoje em dia tem haver com o nosso modo de vida, e ele nem sempre foi assim. Também é importante nos perguntarmos o que é o trabalho? Para que ele serve?Quem inventou o trabalho?

Inicialmente podemos dizer que o trabalho existe para satisfazer as necessidades humanas, desde as mais simples, como alimento, até as mais complexas, como lazer, crença e fantasia. Karl Marx, um sociólogo alemão, afirmava que para satisfazer suas necessidades, o ser humano se apropriava da natureza, transformando a, e na medida em que ele ia satisfazendo suas necessidades, ele ia se relacionando com outros homens e criava outras necessidades. No entanto para isso acontecer é necessário que ocorra o processo de trabalho, que é feito da união de quatro elementos: o ser humano, o conhecimento, a natureza (matéria-prima) e os instrumentos.

É importante sabermos que existiram, e ainda existem vários modos de satisfazer as necessidades humanas, dependendo da forma como os homens se organizam.

O trabalho nas sociedades tribais segue certo padrão, apesar de possuírem diferenças entre si, que é o compartilhamento de todas as atividades relacionadas a obtenção do que as pessoas necessitam (caça, coleta, agricultura) e se relacionam com todas as esferas da vida social. A organização dessas atividades é feita com base na divisão de tarefas por sexo e idade. Apesar de olharmos para essas sociedades com certo preconceito, por elas parecerem atrasadas, isso é errado, pois elas conseguem satisfazer suas necessidades, além do que eles têm muito mais tempo para se dedicar a outras atividades.

No mundo Greco-Romano, ou seja, sociedade antiga havia outra compreensão do trabalho. Para eles era importante distinguir o trabalho braçal ligado a terra (labor), o trabalho manual do artesão (poiesis) e o trabalho dos cidadãos que discutiam a vida pública (práxis). Em geral essas sociedades tinham a escravidão como um suporte para a vida social.

Na sociedade feudal a terra era o principal meio de produção e as relações sociais se travavam em torno dela, mas havia outras atividades. Havia um sistema de deveres e obrigações que favorecia a ocorrência da servidão, em que os servos tinham direito ao usufruto e ocupação das terras. Na concepção feudal, influenciada pela Igreja Cristã o trabalho era visto como uma maldição, e só podia existir na quantidade necessária para a sobrevivência.

Por fim, na sociedade moderna, que surge com o fim do período feudal e o surgimento do capitalismo, o trabalho sofre mudanças. Foi preciso convencer as pessoas de que o trabalho era bom, então se dizia que todos se beneficiariam dele. Assim, as instituições sociais se destacaram como a igreja, o estado e a escola.

Percebem como as coisas nem sempre são tão simples como parecem? Estevão Armada

Referências: TOMAZI, NELSON. Sociologia para o ensino médio. Saraiva: São Paulo, 2010.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Compreendendo um pouco sobre a situação social de Londres

Caríssimos alunos encontrei um vídeo muito interessante sobre a situação de "distúrbios" ocorridas na periferia de Londres e que se estendeu para a Inglaterra. O link do vídeo está no blog do poeta Sérgio Vaz, conhecido por vocês. O vídeo mostra uma entrevista de um para um programa de televisão e aborda muitas das questões discutidas em sala de aula.
Grande abraço. Professor Estevão Armada

Não deixem de ver!

http://www.youtube.com/watch?v=6Fgdpww5DpI&feature=youtu.be

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

1° Ano do Ensino Médio - Texto de apoio das aulas 01 e 02 do 3° Bimestre

Sociologia           Texto 01
Temas 3° Bimestre: Relações e interações sociais / A construção social da identidade


Aula 01: “Será que está bom?” Aula 03: “Onde está seu RG?”

Minhas ações e minha identidade: como a sociologia explica isso.

Vocês já aprenderam sobre o processo de socialização em que as pessoas aprendem o modo de vida de uma sociedade. As crianças, os novos membros, enfim, todos nós passamos por esse processo de aprendizado, em que conseguimos nos perceber no mundo e apreendermos sobre as relações sociais e coisas ao nosso redor.

Agora outro assunto importante para entendermos nosso comportamento são as formas de relação social e interação que temos no dia a dia, no interior dos grupos sociais. Primeiramente temos de saber que as relações e interações sociais podem ser definidas como o processo pelo qual agimos e reagimos em relação a outras pessoas.

Desde o acordar, até o dormir temos contato com outras pessoas e no decorrer do dia possuímos várias estratégias para nos relacionar com elas. Algumas delas são conscientes e outras não, sendo que fazemos quase sem pensar. Por exemplo, quando você está com seus colegas, não há problemas em falar um palavrão, ou sacanear o outro, mas já no ambiente familiar ou de trabalho essas ações não seriam bem vistas. Outro exemplo é quando você vai sair para a balada e se preocupa com o visual no espelho. Esses exemplos mostram como somos preocupados com o que os outros pensam ao nosso respeito, e isso faz parte das relações entre os seres humanos. Isso acontece porque o significado de nossas ações é algo importante das relações e interações sociais e porque queremos fazer parte dos grupos e que os outros nos aceitem.

É importante perceber que dependendo da situação em que nos encontramos, a imagem social que desejamos transmitir pode variar. A sociologia explica isso por conta do status social que é a posição de uma pessoa na sociedade. Esse status pode ser atribuído, por exemplo, nascer no Brasil, ou pode ser adquirido, como o título de melhor jogador de futebol, através de muito treino. Para todos os status temos um papel, que é o desempenho que se espera de alguém de acordo com seu status. A presidente Dilma não pode fazer um top less na praia, por conta do papel a ser desempenhado pelo seu status.

Agora que sabemos mais sobre a motivação de nossas ações, por meio de nossos diferentes papéis, é interessante notarmos que a constituição de nossa identidade é um processo que sofre influência da sociedade. A identidade diz respeito ao modo como entendemos quem somos e o que é importante para nós. A identidade é resultado de uma construção social. Apesar de sofrermos a influência da sociedade, também podemos atribuir um sentido pessoal a nossa identidade. Temos que lembras que existem várias fontes para construção de nossa identidade, por exemplo, a sexualidade, o gênero masculino/feminino e a classe social.

A sociologia identifica dois tipos de identidade. A primeira delas é a identidade social, que é aquela em que temos características atribuídas por outros, e tem um aspecto de ser coletiva, indicando nossa posição no grupo. O segundo tipo de identidade é auto identidade, que tem um sentido único, que se origina de nossas ações e escolhas individuais.

Esses assuntos parecem ser bem fáceis, mas é através dos conhecimentos sociológicos que podemos estranhar as situações conhecidas e interpretá-las com um método de análise, aprofundando nossa compreensão sobre esses fatos.

Vamos começar pensar no motivo de termos certas ações?                    Estevão Armada

Referências: GUIZZO, João. Introdução à sociologia. Companhia editora nacional: São Paulo, 2009.